ANAPRO diz que Governo foge de suas responsabilidades

ANAPRO diz que Governo foge de suas responsabilidades
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ANAPRO diz que Governo foge de suas responsabilidades

Associação Nacional dos Professores diz que não é correto responsabilizar o professor pelos maus resultados da 9ª classe. A ANAPRO aconselha o Ministério a rever o investimento que faz na Educação para evitar culpabilizar os professores.

A Associação Nacional dos Professores reagiu à entrevista do porta-voz do ministério da educação, na qual responsabiliza os professores pelo desempenho negativo de alunos no exame da nona classe.

“Aqueles pronunciamentos são inaceitáveis. Não é correcto culpar os professores pelas reprovações. Não é o professor que criou turmas com mais de 100 alunos, não é o professor que decidiu que devia dar aulas debaixo da sombra, não foi o professor que criou condições para que não haja livro para o aluno. Então, essas culpas são culpas do Ministério da Educação. Culpabilizar o professor por essas reprovações é fugir das responsabilidades, é tentar ocultar a verdade de que a responsabilidade de prover uma educação de qualidade é exclusivamente do Governo”, disse Carlos Muhate  representante da ANAPRO, acrescentando que os resultados mostram um colapso da Educação.

Os professores também estão preocupados com a decisão do ministério da educação de substituir o curso noturno pelo ensino à distância, uma decisão tornada pública por um despacho do ministério da educação e cultura a 31 de Dezembro.

“A suspensão do curso nocturno para substituir pelo ensino a distância é para, mais uma vez, afundar o ensino. Se um aluno, no ensino presencial, tem dificuldades, imaginemos no ensino a distância, as coisas vão piorar. Estamos a formar analfabetos, é uma distribuição de certificados. Há pessoas que não valem aquilo que o certificado diz. O ensino a distância não é nada, é uma mera distribuição de certificados. Não estudam aqueles indivíduos”, afirmou Muhate.

Segundo o governo, o fim do ensino noturno presencial a partir do ano lectivo 2026, substituindo-o pelo ensino a distância, ou semi-presencial, visa optimizar recursos que o Estado alega gastar com o pagamento de horas extraordinárias.

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